Pouca massa muscular nos braços e pernas aumenta risco de morte em idosos

Estudo publicado na revista “Journal of Bone and Mineral Research”

06 agosto 2019
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Um estudo recente sugeriu que os indivíduos com mais de 65 anos de idade que apresentam pouca massa muscular apendicular correm um risco significativamente mais elevado de mortalidade por todas as causas.
 
Os músculos apendiculares são aqueles que movimentam as extremidades do corpo – os braços e as pernas. Estes músculos desempenham também um papel fundamental na estabilização dos ombros e ancas.
 
O estudo, que foi conduzido por uma equipa de investigadores liderada por Rosa Pereira, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Brasil, contou com a participação de 839 indivíduos (323 homens e 516 mulheres) com mais de 65 anos de idade.
 
Os investigadores avaliaram a composição corporal dos participantes, tendo-se focado na massa muscular apendicular, na gordura subcutânea e visceral. Foram ainda avaliados fatores como alimentação, doenças crónicas, atividade física, tabagismo e outros.
 
Seguidamente, a equipa procurou determinar quais daqueles fatores poderiam predizer a mortalidade nos anos seguintes. Os participantes foram seguidos durante um período de quatro anos.
 
No final do período de acompanhamento, 15,8% (132) dos participantes tinham morrido, 43,2% dos quais devido a problemas cardiovasculares.
 
A equipa conduziu uma análise estatística para detetar diferenças entre os participantes que tinham morrido e os sobreviventes para prever a mortalidade com base na composição corporal. Os indivíduos que tinham morrido eram mais velhos, mais propensos a diabetes e a problemas cardiovasculares e praticavam menos exercício físico do que os sobreviventes.
 
As mulheres que tinham morrido tinham índices de massa corporal (IMC) mais baixos e os homens tinham maior tendência para quedas. 
 
Foi concluído que as mulheres com pouca massa muscular apendicular apresentavam uma propensão 63 vezes maior de morrerem durante o período de acompanhamento; nos homens este risco era 11,4 vezes mais elevado.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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