Poluição responsável por um quarto das mortes e doenças no mundo

Alerta da Organização das Nações Unidas

15 março 2019
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Um quarto das mortes prematuras e das doenças mundiais estão ligadas à poluição e aos atentados ao ambiente perpetrados pelo homem, alertou a ONU num relatório sobre o estado do planeta.
 
As emissões responsáveis pela poluição do ar, os produtos químicos a contaminarem a água potável e a destruição acelerada dos ecossistemas necessários à sobrevivência de mil milhões de pessoas causam uma espécie de epidemia mundial, apurou a agência Lusa.
 
Este relatório sobre o ambiente mundial (Global Environment Outlook, GEO na sigla em inglês), no qual trabalharam 250 cientistas de 70 países durante seis anos, sublinha igualmente um fosso gritante entre países ricos e países pobres: consumo excessivo, poluições e desperdício alimentar no Norte, contra fome, pobreza e doenças no Sul.
 
E enquanto as emissões de gazes com efeito de estufa continuam a aumentar, as alterações climáticas como as secas ou as tempestades arriscam aumentar o fardo de milhões de pessoas.
 
Neste domínio, o Acordo de Paris de 2015 visa limitar o aquecimento global a mais 2, ou mesmo 1,5 graus celsius, face à era pré-industrial.
 
Mas os impactos sanitários das poluições, da desflorestação e de uma cadeia alimentar industrializada são menos bem conhecidos e não existe qualquer acordo climático internacional equivalente ao de Paris sobre o clima.
 
Segundo o relatório, em 2015 houve cerca de nove milhões de mortes ligadas às poluições ambientais. Por falta de acesso a água potável, 1,4 milhões de pessoas morrem a cada ano de doenças evitáveis como diarreias ou parasitas associados a águas contaminadas.
 
Os produtos químicos largados no mar provocam efeitos nefastos na saúde, “potencialmente sobre várias gerações”, e 3,2 mil milhões de pessoas vivem em terras degradadas por agricultura intensiva ou desflorestação. Estima-se ainda que a poluição do ar cause seis a sete milhões de mortes prematuras anualmente.
 
Quanto à utilização desenfreada de antibióticos na produção alimentar, há o risco do aparecimento de bactérias multirresistentes que poderão ser a primeira causa de mortes prematuras até meados do século.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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