Perda de audição é um fator de risco de morte prematura

Estudo publicado na “Social Science & Medicine”

18 dezembro 2018
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Um novo estudo associou a perda de audição a um risco de mortalidade por doença cardiovascular mais elevado em pessoas com menos de 75 anos de idade e sozinhas.
 
A perda de audição constitui a quarta maior causa de incapacidade. Este problema é mais prevalente nos idosos pois aumenta de aproximadamente 1% em pessoas com 40 a 44 anos de idade para 50% nas mulheres e 62% nos homens com 80 a 84 anos de idade.
 
Para o estudo, Bo Engdahl e Vegard Skirbekk da Faculdade de Saúde Pública Mailman da Universidade de Columbia, EUA, contaram com dados de estudos e bases de dados noruegueses que abrangiam 50.462 adultos. 
 
A equipa identificou as mortes ocorridas no grupo até 2016. Foram ainda recolhidos dados sobre o estado civil, filhos, hábitos de fumar e de consumo de bebidas alcoólicas e atividades físicas dos participantes.
 
Como resultado, foi apurado que a mortalidade era elevada nas pessoas com perda de audição, particularmente homens e mulheres com menos de 75 anos e divorciados ou separados. No entanto, observou-se uma diminuição no risco de mortalidade nos participantes que tinham um parceiro que ouvia bem.
 
As mortes relacionadas com cancro e lesões não foram afetadas pela perda de audição, exceto as devidas a acidentes, em pessoas com problemas de audição, sem filhos ou parceiro. 
 
Como possível explicação para o observado, a equipa observou que as famílias poderão prestar maior apoio e estarem presentes durante períodos em que a pessoa está doente, do que os amigos ou pessoas com quem se tem laços menos fortes.
 
Adicionalmente, as pessoas que têm um parceiro poderão ter um maior apoio tanto social como para acederem aos serviços de saúde.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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