Os níveis altos de ferro são bons ou maus para a saúde?

Estudo publicado na revista “Journal of the American Heart Association”

31 julho 2019
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Uma equipa de investigadores do Imperial College de Londres, Reino Unido, analisou dados genéticos de mais de 500.000 pessoas e exploraram o papel do ferro em mais de 900 doenças. 
 
Foram analisados os valores naturais de ferro, não tendo sido considerada a toma de suplementos daquele mineral.
 
O método utilizado pela equipa passou por estudar a ligação entre os níveis elevados de ferro e o risco do desenvolvimento de muitas doenças. 
 
A equipa analisou variantes genéticas associadas a níveis elevados de ferro para depois verificar se as pessoas portadoras daquele gene corriam um risco limitado ou elevado de desenvolverem uma série de doenças, tais como colesterol ou aterosclerose.
 
Os resultados revelaram que os níveis altos de ferro estavam associados a um menor risco de colesterol elevado e evitavam que as artérias se “revestissem” de substâncias gordas.
 
Contudo, foram encontrados pontos negativos associados aos níveis altos de ferro, tais como um maior risco de coágulos relacionado com o fluxo sanguíneo lento, o que aumenta o risco de trombose venosa, e um maior risco de infeção bacteriana na pele.
 
Este método revelou ainda que os níveis altos de ferro diminuem o risco de aterosclerose.
 
“O ferro é um mineral crucial ao nosso corpo (…). Contudo, a quantidade certa constitui um equilíbrio frágil – se for a menos conduz à anemia, se for a mais pode conduzir a danos no fígado”, explica Diopender Gill, autor sénior do estudo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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