Nova técnica permite prever quais os doentes com melanoma com risco de recidiva

Estudo publicado na revista “Nature Cancer”

23 janeiro 2020
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Investigadores do Hospital das Mulheres de Brigham desenvolveram um método mais preciso de diagnosticar quais os melanomas com maior probabilidade de metástases e recidiva.
 
Para a maioria dos doentes, o melanoma começa com um pequeno sinal na pele que começa a mudar ligeiramente. Muitos podem ser curados apenas com a remoção do melanoma, mas este pode também espalhar-se ou reaparecer.
 
Depois da remoção, analisar as características do tumor é a forma de perceber o seu tipo e qual a probabilidade de recidiva ou metástase. É verificada a espessura (melanomas mais finos tendem a ser menos agressivos) e ulcerações e é atribuído um estádio de 1 a 4.
 
Nesta investigação os cientistas desenvolveram um método de análise que usa o sequenciamento de ADN para determinar com maior precisão quais os melanomas primários mais prováveis de se espalhar e reaparecer.
 
Algumas características das células T podem ajudar a prever estes fatores. A equipa comparou então amostras de melanomas metastáticos e melanomas não-metastáticos.
 
De todas as variáveis analisadas, os investigadores perceberam que a fração das células T (proporção de células T entre todas as células existentes na lesão) era um forte fator preditivo do progresso do paciente. 
 
Mesmo entre pacientes cuja espessura do melanoma era semelhante, este método permitiu prever quais deles tinham mais probabilidade de desenvolver metástases. Os doentes com 20% ou menos de fração de células T tinham maior risco de progressão da doença do que aqueles com mais de 20%.
 
Por exemplo, em doentes com melanoma estádio 3 (espessura 2-4mm), 5 anos depois da remoção do tumor, entre aqueles que tinham baixos níveis de fração de células T, 51% recidivaram, contra apenas 24% dos que tinham elevados níveis de fração de células T.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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