Nova técnica não invasiva pode substituir endoscopia

Estudo publicado na revista “Light: Science and Applications”

02 setembro 2019
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Dois investigadores da Universidade Carnegie Mellon, na Pensilvânia, EUA, desenvolveram uma técnica não invasiva de ultrassonografia que poderá substituir o endoscópio.
 
As endoscopias são procedimentos invasivos e desconfortáveis, contudo sem risco. Poderá haver alguns sintomas secundários como dor ou pequena hemorragia interna no caso de biópsia.
 
Maysam Chamanzar e Matteo Scopelliti explicam que o tecido biológico é turvo e denso, dificultando os métodos óticos. Este tecido é feito de partículas e membranas e restringe a resolução e profundidade a que a imagem ótica consegue penetrar.
 
Contudo, a nova técnica usa a ultrassonografia para criar uma lente virtual no corpo, em vez de inserir uma. O operador pode ajustar a lente ao alterar a pressão das ondas ultrassónicas dentro do meio e assim captar imagens a profundidades que só eram possíveis com métodos invasivos.
 
As ondas de ultrassonografia podem comprimir ou rarear o meio que penetram. A luz viaja mais rapidamente em meios rarefeitos e mais lentamente em meios comprimidos. Os autores explicam que criaram esta lente virtual através deste efeito de compressão/rarefação.
 
“À medida que as ondas se propagam no meio, modulam a sua densidade e consequentemente o seu índice refrativo local. O meio é comprimido nas zonas de maior pressão, resultando em maior densidade, enquanto que as zonas são rarefeitas nas áreas de pressão negativa onde a densidade é reduzida”, explicam Chamanzar e Sopelliti.
 
E acrescentam que “como resultado, a onda estacionária de pressão cria um contraste de índex refrativo local”.
 
Ajustar ou reconfigurar as ondas desde o exterior permite mover a lente dentro do meio e deslocar para diferentes áreas e obter imagens a diferentes níveis de profundidade.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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