Mutação genética aumenta predisposição para a dependência

Estudo publicado na revista “Alcoholism: Clinical and Experimental Research”

04 setembro 2019
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Um investigador da Faculdade de Medicina da Universidade de Oklahoma, EUA, descobriu uma mutação genética que poderá explicar por que algumas pessoas são mais propensas aos vícios do álcool ou da droga do que outras.
 
Para William Lovallo, a tendência para o vício pode ser explicada por uma combinação entre o ambiente familiar e os genes da pessoa viciada. Lovallo focou a sua investigação em como um gene específico responde ao ambiente em que a pessoa está inserida.
 
Lovallo analisou uma mutação no gene COMT que ajuda o corpo a gerir a dopamina, um químico libertado quando bebemos álcool ou tomamos uma substância como as anfetaminas.
 
O investigador descobriu que as pessoas com esta mutação genética são mais vulneráveis aos fortes efeitos do stress sofridos em criança devido a, por exemplo, divórcio dos pais. Esta vulnerabilidade leva, muitas vezes, ao consumo de álcool e drogas antes dos 15 anos.
 
“Adversidades em criança não nos tornam alcoólicos, mas este estudo mostra que as pessoas com esta mutação genética terão um risco mais elevado de dependência se tiverem uma vida de stress na infância”, explica Lovallo.
 
Sendo que o gene COMT está envolvido no bom ou mau funcionamento da dopamina no cérebro, o comportamento da mutação é especialmente significativa e ajuda a explicar por que razão umas pessoas bebem álcool moderadamente sem problemas e por que outras passam ao alcoolismo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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