Menos tempo com dispositivos digitais é essencial para o bem-estar das crianças

Estudo publicado na revista “Preventive Medicine Reports”

02 novembro 2018
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Um novo estudo indicou que as crianças e adolescentes, dos dois aos 17 anos de idade, que passam mais horas com dispositivos com ecrãs revelam um menor bem-estar, especialmente os adolescentes. 
 
Conduzido por Jean Twenge, da Universidade do Estado de San Diego, e W. Keith Campbell, da Universidade da Geórgia, EUA, o estudo demonstrou níveis mais elevados de ansiedade e depressão mesmo em crianças de apenas dois anos de idade que passam demasiado tempo em frente à TV, “smartphones” e videojogos.
 
Para o estudo, os investigadores que estavam particularmente interessados nas associações entre os períodos de tempo passados em frente a ecrãs e diagnósticos de ansiedade e depressão em crianças e jovens, analisaram uma amostra aleatória de mais de 40.300 questionários, a prestadores de cuidados de crianças com idades entre os dois e os 17 anos.
 
A sondagem tinha sido efetuada nos EUA e contemplava tópicos como cuidados médicos existentes, questões emocionais, comportamentais e de desenvolvimento e comportamentos das crianças e jovens que incluíam tempo passado com TV e outros dispositivos digitais com ecrã. 
 
Os investigadores excluíram crianças com problemas como autismo, paralisia cerebral e atrasos no desenvolvimento, pois poderiam ter impacto sobre as funções diárias das mesmas.
 
Como resultado, os investigadores descobriram que os adolescentes que passavam mais do que sete horas diárias em frente à TV e dispositivos digitais com ecrãs apresentavam o dobro da propensão de receberem um diagnóstico de ansiedade ou depressão, em relação aos que passavam uma hora por dia. 
 
De forma geral, a associação entre o tempo passado em frente a ecrãs e o bem-estar revelou-se mais forte em adolescentes do que em crianças pequenas. 
 
Jean Twenge disse ter ficado surpreendida, inicialmente, com as associações mais fortes para adolescentes, mas, no entanto, lembrou que esta faixa etária passa mais tempo com “smartphones” e nas redes sociais, atividades que têm uma ligação mais forte com um menor bem-estar do que ver TV e vídeos, atividades mais populares entre as crianças mais pequenas. 
 
Os autores recomendam um limite de uma hora por dia com dispositivos nas crianças de dois a cinco anos de idade, com enfoque em programas de boa qualidade, e cerca de duas horas para crianças em idade escolar e adolescentes.  
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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