Mais movimentação associada a maior longevidade

Estudo publicado na “Scandinavian Journal of Medicine and Science in Sports”

22 abril 2019
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Uma maior movimentação está associada a uma vida mais longa, independentemente da idade, sexo e nível de forma física, indicou um estudo recente.
 
Os resultados do estudo, que foi conduzido por Elin Ekblom-Bak e colegas, da Escola Sueca de Desporto e Ciências da Saúde, em Estocolmo, poderão ser boas noticias pois indicam que melhorar a forma física não implica forçosamente ter que frequentar o ginásio e treinar até à exaustão.
 
Segundo Elin Ekblom-Bak, “para a maioria das pessoas, serem simplesmente mais ativas na vida diária – subir as escadas, sair do metro uma estação antes, ir de bicicleta para o trabalho – é o suficiente para beneficiar a saúde, considerando que os níveis iniciais são tão baixos. Quando mais se faz, melhor”.
 
O estudo incluiu 316.137 adultos com 18 a 74 anos de idade que tiveram a sua primeira avaliação de saúde ocupacional entre 1995 e 2015.
 
A forma cardiorrespiratória foi medida através da aferição do consumo máximo de oxigénio (VO2máx) em ml/minuto/kg de peso corporal. Isto exprime a quantidade máxima de oxigénio que o coração e os pulmões podem fornecer aos músculos durante a prática de exercício. O VO2máx é estimado através de testes na passadeira, marcha ou bicicleta estática.
 
Os investigadores recolheram dados sobre a mortalidade por todas as causas, eventos cardiovasculares pela primeira vez (enfarte de miocárdio, angina de peito ou acidente vascular isquémico fatais e não fatais), entre 1995 e 2015.
 
Foi apurado que o risco de mortalidade por todas as causas e de eventos cardiovasculares diminuía em 2,8% e 3,2%, respetivamente, por cada aumento de um mililitro no VO2máx. Estes benefícios eram visíveis em homens e mulheres, de qualquer idade e nível de forma física. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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