Lenalidomida atrasa danos nos ossos e órgãos causados por mieloma

Estudo publicado na revista “Journal of Clinical Oncology”

05 novembro 2019
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Um ensaio randomizado do Grupo de Cooperação para a Oncologia do Leste, EUA, sugere que administrar lenalidomida em doentes assintomáticos com mieloma múltiplo atrasa o desenvolvimento dos danos nos ossos e órgãos.
 
O procedimento atual para o mieloma múltiplo, que causa danos nos ossos e órgãos, é manter o paciente em observação sem qualquer terapia. Contudo, o presente estudo corrobora um estudo anterior realizado em Espanha que afirma que existe um método mais eficaz de controlar a doença.
 
Foram observados 182 doentes, 92 dos quais tomaram lenalidomida, um fármaco usado no combate ao cancro. Os restantes 90 foram mantidos apenas sob observação, conforme o procedimento corrente.
 
Quase metade dos pacientes que receberam o fármaco responderam positivamente, enquanto que não se notaram alterações no outro grupo. O início dos sintomas foi mais tardio nos pacientes que tomaram o fármaco do que naqueles que não o tomaram.
 
Apesar de o fármaco ter provocado efeitos adversos em 28% dos que o tomaram, estes efeitos foram amenizados com a diminuição da dose.
 
Vincent Rajkumar, autor sénior do estudo, conclui que, em combinação com os achados do estudo espanhol de 2015, estes resultados apoiam a alteração dos cuidados-padrão prestados aos doentes, sendo que é, de facto, possível atrasar a progressão dos danos causados pela doença, administrando uma terapia numa fase inicial quando a doença ainda é assintomática.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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