Lançado projeto de apoio domiciliário na área da saúde mental

Projeto do Instituto Pedro Nunes

30 maio 2019
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O Instituto Pedro Nunes (IPN), em Coimbra, divulgou o COGNIVITRA, projeto de apoio domiciliário a pessoas acima de 50 anos com risco de comprometimento cognitivo e com fatores de risco para a saúde mental, anunciou a agência Lusa.
 
"O COGNIVITRA é liderado pelo IPN, através do seu Laboratório de Automática e Sistemas, num consórcio que envolve parceiros de Portugal, Espanha e Luxemburgo", anunciou o instituto que está ligado à Universidade de Coimbra.
 
O projeto visa desenvolver uma ferramenta tecnológica para apoiar o treino de vitalidade cognitiva em casa.
 
"A solução COGNIVITRA integra componentes para apoiar exercícios cognitivos e físicos com ferramentas baseadas na web e sensores de movimento, numa plataforma centralizada que facilitará a interface e a comunicação entre pacientes e profissionais de saúde", refere o IPN.
 
O crescimento na incidência de diferentes doenças neurodegenerativas que leva ao comprometimento cognitivo é um problema crescente em todo o mundo, adianta o IPN, acrescentando que "os sistemas atuais de atendimento carecem de recursos para atender ao crescente número de pacientes que necessitam de intervenção", destacando a necessidade de novas soluções.
 
Portugal é um dos países mais envelhecidos da Europa e do mundo, estimando-se que, nos próximos 30 anos, ocupe o 4.º lugar a nível mundial, diz o Instituto.
 
"Embora o declínio cognitivo decorra do processo natural do envelhecimento, não significa que não possa ser retardado", explica João Quintas, investigador principal para o Active and Assisted Living (Programa europeu para as questões do envelhecimento).
 
O investigador acrescenta que para retardar o processo de envelhecimento é necessário dispor de ferramentas que estejam disponíveis para a comunidade, "mas que assentem no saber científico e na inovação tecnológica criteriosa e rigorosa", onde o utilizador está no centro do desenvolvimento e presente nas decisões sobre implementação destes sistemas.
 
"Foi por isso que criámos esta equipa que conta com o conhecimento clínico e das necessidades dos profissionais das áreas da neurologia e psicologia, bem como o conhecimento técnico e capacidade de inovação", refere Quintas.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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