Investigadores procuram melhorar diagnóstico da apneia do sono

Estudo da Universidade de Coimbra

04 agosto 2017
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Uma equipa de investigadores está a desenvolver um projeto de investigação para encontrar um biomarcador para melhorar o diagnóstico da apneia do sono, anunciou a agência Lusa.
 
O projeto está a ser desenvolvido em parceria entre o Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra e o Centro de Medicina do Sono do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), numa investigação que procura encontrar um biomarcador para a apneia do sono, ao mesmo tempo que é estudada a relação entre esta doença e o envelhecimento.
 
A equipa da CNC juntou-se à equipa clínica do CHUC "na procura de tentar encontrar, mais para a frente, um biomarcador" que permita identificar a apneia do sono, explanou Cláudia Cavadas, investigadora líder do estudo, sublinhando que a doença "é muito subdiagnosticada".
 
Neste momento, os investigadores estão a avaliar moléculas presentes em amostras de sangue de utentes do Centro de Medicina do Sono do CHUC, por forma a conseguir encontrar características específicas desta doença.
 
"Não será fácil", admitiu Cláudia Cavadas, sublinhando, no entanto, que o objetivo final será permitir dizer que determinada pessoa "tem uma grande probabilidade de ter apneia do sono".
 
No âmbito do projeto, estuda-se também a possibilidade de a apneia do sono promover o envelhecimento das células.
 
"Um dos aspetos importantes do trabalho feito pelo CNC é especular" se, sabendo-se que a idade favorece o surgimento da doença, o inverso também acontece, explanou.
 
Neste momento, o diagnóstico da doença é feito com recurso a um estudo cardiorrespiratório domiciliário (utilizado em mais de 95% dos casos) ou através da polissonografia, um estudo mais completo realizado em contexto hospitalar, mas em muitos casos estes métodos não são eficazes.
 
A criação de um biomarcador que, através de uma análise do sangue, identificasse uma grande probabilidade de haver apneia do sono, seria "uma grande revolução neste ramo", salientou, explicando que a criação de um marcador que ajudasse os médicos a diferenciar "casos verdadeiros e casos falsos e variantes da doença" já seria um passo muito positivo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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