Incidência de cancro aumenta em Portugal, mas mortalidade está "estacionária"

Registados cerca de "50 mil novos casos” em 2017

13 abril 2018
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A incidência de cancro em Portugal tem aumentado “três a quatro por cento ao ano” e, em 2017, foram registados cerca de "50 mil novos casos”, referiu o oncologista Miguel Barbosa.
 
Segundo apurou a agência Lusa, “a incidência da doença tem vindo a aumentar três a quatro por cento ao ano”, mas a mortalidade “tem estado relativamente estacionária ou com um aumento muito ligeiro”, assinalou o diretor do serviço de Oncologia do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro.
 
O médico disse à agência Lusa que estes números mostram que, apesar de existirem “cada vez mais novos casos de cancro”, os serviços estão “a tratar cada vez melhor” os doentes.
 
“Praticamente todos os serviços de oncologia ou que tratam o doente oncológico” registam “um aumento do número de doentes, porque recebem cada vez mais casos novos e conservam cada vez mais os doentes que têm”, graças ao “sucesso nos tratamentos”, assinalou.
 
Perante esta realidade e considerando que, para 2030, se estima que Portugal possa chegar aos “60 mil novos casos de cancro, com a mesma mortalidade”, Miguel Barbosa defendeu que é preciso “acautelar que os serviços clínicos estejam capazes de responder a esta necessidade”.
 
“Os diagnósticos de cancro irão aumentar”, devido ao envelhecimento populacional, pelo que “as necessidades assistenciais”, ao nível “de profissionais, mas também de condições dos serviços, serão maiores”, afirmou.
 
Mas, realçou o oncologista, Portugal tem tido um investimento “muito limitado” na Saúde, devido “às condições financeiras” dos últimos anos, e é necessário um aumento.
 
Atualmente, explicou Miguel Barbosa, os médicos estão “rodeados por sistemas de informação” que visam “facilitar a circulação de informação clínica dos doentes para ajudar num melhor tratamento, mas que também contribuem para o afastamento do profissional de Saúde em relação ao doente”.
 
“Por vezes, passamos tanto ou mais tempo a olhar para o computador do que, propriamente, a atender às necessidades específicas daquele doente”, alertou o membro da comissão organizadora.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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