Impressão 3D de tecidos com vasos sanguíneos incluídos

Estudo publicado na revista “Tissue Engineering Part A”

08 novembro 2019
  |  Partilhar:
Investigadores liderados por Pankaj Karande, do Instituto Politécnico Rensselaer, descobriram um método de imprimir em 3D excertos de pele que se fundam na pele do recetor.
 
Os produtos e técnicas de excertos de pele atuais são temporários. Apesar de oferecerem uma cicatrização acelerada, acabam por cair e nunca se integram com os tecidos e células do recetor. Uma das barreiras à integração dos tecidos é a falta de um sistema vascular funcional no excerto.
 
Contudo, os investigadores descobriram uma forma de usar dois tipos de células humanas, torná-las em material de impressão biológico e imprimi-las numa estrutura semelhante à pele.
 
Mais concretamente, os elementos-chave para a impressão são células endoteliais humanas, que formam o interior dos vasos sanguíneos, e células pericitos que se embrulham à volta das células endoteliais.
 
Ao adicionar colagénio animal e outras estruturas celulares presentes nos excertos, as células começam a comunicar e a formar uma estrutura vascular relevante dentro de semanas.
 
Ao aplicar o método num tipo específico de ratos, a equipa verificou que a pele impressa começou a comunicar e a ligar-se aos vasos sanguíneos dos animais.
 
Karande sublinha a importância desta ligação pois “sabemos que existe transferência de sangue e nutrientes para o excerto que o mantêm vivo”.
 
Existe ainda muita investigação a fazer neste campo, como o uso da tecnologia CRISPR para minimizar a rejeição por parte do recetor, mas a abertura a processos de tratamento com técnicas 3D está iniciada. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Partilhar:
Comentários 0 Comentário