Identificado marcador de recidiva fatal de cancro da mama

Estudo publicado na revista “Breast Cancer Research”

18 outubro 2018
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Uma equipa de investigadores identificou um marcador que poderá indicar se uma paciente com cancro da mama irá experienciar uma recidiva fatal da doença.
 
Num estudo conduzido no Hospital Mount Sinai da Faculdade de Medicina da Monte Sinai, EUA, a equipa descobriu que nos casos em que as células do tumor original que desenvolveram metástases com nenhuma ou apenas uma pequena quantidade da proteína NR2F1, as pacientes morreram num curto espaço de tempo.
 
Por outro lado, os investigadores observaram que as pacientes que apresentavam uma grande concentração de proteína NR2F1 nas células cancerígenas na medula óssea não tendiam a desenvolver metástases e viviam mais tempo.
 
A presença de uma elevada concentração de proteína NR2F1 fez induzir dormência nas células cancerígenas, essencialmente através da desativação das mesmas. Os resultados deste estudo demonstram que a sobrevivência naquelas pacientes se deveu ao estado de dormência do cancro espalhado. 
 
Estes achados sugerem que a ausência desta proteína nas células cancerígenas que se tenham espalhado para a medula óssea poderá sinalizar, com segurança, uma recidiva em breve e que são necessários tratamentos adicionais. No entanto, se a proteína estiver presente, as células cancerígenas mantêm-se dormentes e a paciente necessita apenas de monitorização, e não tratamentos desnecessários. 
 
Este estudo é muito importante porque o tipo mais comum de cancro da mama desenvolve metástases normalmente nos ossos. 
 
Sendo assim, a realização de análises à proteína ajudará os médicos a identificarem as pacientes que poderão beneficiar de fármacos recentemente identificados que demonstraram atuar sobre as células cancerígenas, mantendo-as num estado de dormência. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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