Identificadas causas genéticas da má qualidade do sono

Estudo publicado na revista “Nature Communications”

09 abril 2019
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Uma equipa de investigadores descobriu 47 ligações entre o nosso código genético e a qualidade, quantidade e duração do sono. 
 
Num estudo liderado pela Universidade de Exeter, Reino Unido, os achados incluíram 10 novas associações à duração do sono e 26 à qualidade do sono.
 
Os investigadores analisaram dados de 85.670 participantes da base de dados UK Biobank e de 5.819 participantes de três outros estudos que tinham usado acelerómetros (dispositivos que registam os níveis e atividade de forma contínua). 
 
Os participantes usaram os acelerómetros durante sete dias. Isto proporcionou informação sobre o sono mais detalhada do que em estudos anteriores, em que a medição do sono é dependente dos relatos dos próprios participantes.
 
Um dos achados da equipa foi um gene conhecido como PDE11A. Os investigadores descobriram que uma variante rara deste gene afeta a duração e também a qualidade do sono. O gene PDE11A tinha sido já identificado como sendo um possível alvo farmacológico para o tratamento de pacientes com doenças neuropsiquiátricas associadas à estabilidade do humor e comportamentos sociais. 
 
A equipa descobriu também um reduzido efeito na duração do sono: os participantes com o mesmo perímetro de quadris, mas que com um perímetro de cintura mais elevado, apresentavam uma duração do sono ligeiramente menor (menos quatro segundos de sono por cada centímetro extra de perímetro de cintura, numa pessoa com um perímetro de quadris de 100 centímetros).   
 
Foi ainda descoberto que as regiões genéticas ligadas à qualidade do sono estavam igualmente ligadas à produção da serotonina, o neurotransmissor associado à felicidade e bem-estar e que desempenha um papel fundamental nos ciclos do sono.
 
“Este estudo identifica as variantes genéticas que influenciam os traços do sono e irão proporcionar novos dados sobre o papel molecular do sono nos humanos. Faz parte de um conjunto emergente de trabalhos que poderão um dia levar ao desenvolvimento de novos tratamentos para melhorar o nosso sono e a nossa saúde em geral”, comentou Samuel Jones, investigador principal do estudo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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