Identificação de crianças de risco para vacina BCG será feita nas maternidades

Medida da Direção-Geral da Saúde

18 abril 2019
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A identificação de crianças de risco para serem vacinadas com a BCG vai ser feita nas maternidades, uma medida tomada na sequência do “ligeiro aumento” de casos de tuberculose em crianças, apurou a agência Lusa
 
A estratégia nacional de vacinação com BCG mudou em 2016, deixando de ser dada a todas as crianças. Passaram a ser vacinadas apenas as que pertencem a grupos de risco para a tuberculose ou as que vivem numa determinada comunidade, com uma elevada incidência da doença.
 
Contudo, as estratégias vacinais dirigidas “só a quem precisa” são difíceis de realizar: “Percebemos que a pulverização de meninos fora da maternidade dificultava muito a sua captação e identificação” e “se não são identificados nem captados não são vacinados”, reconheceu a diretora-geral da Saúde.
 
Segundo Graça Freitas, a “estratégia de risco” vai manter-se, o que vai mudar é a sua operacionalização, com as crianças a serem captadas nas maternidades, através da aplicação de “um questionário seletivo”.
 
Com esta medida, salientou, será possível “encontrar todos os meninos que quando nascem já têm o risco, mas sem perder de vista que este questionário tem de ser repetido ao longo da vida destes meninos em todos os contactos com os serviços de saúde até aos seis anos”.
 
Tanto em 2017 como em 2018 os casos de tuberculose nas crianças aumentaram, mas as autoridades não estabelecem ainda nenhuma relação direta com o facto de a vacina BCG ter deixado de ser dada de modo universal.
 
Os 30 novos casos de tuberculose registados em crianças menores de seis anos em 2018 chegaram a ser ultrapassados em anos em que ainda era dada a vacina de forma universal.
 
Quanto às formas graves de tuberculose em crianças com menos de seis anos, em 2018 voltou a haver quatro novos casos, tal como em 2017, sendo os anos com mais casos desde 2008, segundo dados divulgados pelo Programa Nacional para a Tuberculose
 
Portugal continua a ter uma redução anual de 5% no número de novos casos de tuberculose, mas precisava de duplicar esta diminuição para cumprir as metas da Organização Mundial da Saúde (OMS).
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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