Hospitalização responsável por 60% das tromboses

Alerta do Grupo de Estudos de Cancro e Trombose para cuidados redobrados

04 outubro 2019
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O Grupo de Estudos de Cancro e Trombose (GESCAT) advertiu que a hospitalização constitui um fator de risco significativo para a ocorrência de uma trombose.
 
“A hospitalização ‘per si’ é um fator de risco acrescido porque o doente vai ficar mais imobilizado”, e o sangue circula mais devagar nas veias e nas artérias, havendo “mais probabilidade de formar um coágulo” e provocar a doença, disse o presidente do GESCAT, Sérgio Barroso, que falava à agência Lusa a propósito do Dia Mundial da Trombose.
 
Segundo o médico oncologista, cerca de 60% das tromboses que ocorrem mundialmente acontecem durante o internamento, sendo mais frequente após procedimentos cirúrgicos ortopédicos, oncológicos e ginecológicos.
 
“Os hospitais têm medidas já implementadas e em funcionamento para diminuir esta incidência, mas infelizmente todas essas medidas não conseguem prevenir ainda na totalidade”, afirmou.
 
Além da hospitalização, o foco das comemorações da efeméride são a trombose associada ao cancro e a incidência da doença nas mulheres devido à exposição a fatores de risco adicionais, como o uso de anticoncecionais orais e a gravidez.
 
Dados divulgados pelo GESCAT referem que uma em cada quatro mortes no mundo está relacionada com a trombose, que ocorre quando um coágulo sanguíneo se forma numa veia e pode causar uma trombose venosa profunda ou uma embolia pulmonar, podendo provocar a morte por um tromboembolismo venoso.
 
Segundo a Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia, que promove a data, as ocorrências de tromboembolismo venoso causam mais mortes por ano na Europa e nos Estados Unidos do que todos os casos de SIDA, cancro da mama, cancro da próstata e acidentes de viação.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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