Hospitalização domiciliária reduz tempo de recuperação

Serviço prestado pelo Hospital de Bragança

10 dezembro 2019
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O tratamento em casa em vez do internamento hospitalar reduz o tempo de recuperação dos doentes, segundo constatou a equipa de hospitalização domiciliária, que acompanhou 34 casos em cinco meses em Bragança.
 
O Hospital de Bragança é o único em Trás-os-Montes que oferece aos doentes a possibilidade de serem tratados em casa, mediante determinadas doenças e se reunirem as condições necessárias, nomeadamente a existência de cuidadores.
 
Este conceito de hospital em casa permite aos doentes “uma convalescença muito mais rápida”, assegurou à Lusa a médica responsável pela equipa, Cármen Valdivieso, concretizando: “se no internamento um processo leva, por exemplo, sete dias, em casa é cinco, ou se leva 15 dias, em casa são 12, porque recuperam muito melhor”.
 
A hospitalização domiciliária surgiu em Portugal em 2015, com a primeira experiência no Hospital Garcia de Orta (Almada), e atualmente estão em funcionamento por todo o país 19 das 23 unidades contratualizadas com o Serviço Nacional de Saúde (SNS).
 
A unidade de Bragança começou a funcionar em julho com capacidade para assistir cinco casos (camas) em simultâneo, com uma equipa de médicos e enfermeiros a levaram o hospital a casa dos doentes, incluindo disponibilização de equipamento e medicação.
 
O enfermeiro Miguel Borges realçou a vantagem, sobretudo para os idosos, desta modalidade que evita os típicos processos de confusão e desorientação quando são tirados do ambiente a que estão habituados e internados em meio hospitalar.
 
Ainda assim, entre os 34 doentes que acompanharam até agora em casa, a maioria está abaixo dos 60 anos.
 
Entre os doentes internados no hospital há mais casos que poderiam reunir os critérios para domicílio, mas falta um fator essencial.
 
“Nos idosos falta o cuidador, muitos dos casos que nós propomos para internamento, muitas das vezes é o cuidador que não tem condições durante parte do dia, porque as pessoas trabalham”, indicou o enfermeiro.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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