Há pouca diversidade e falta de fruta nas máquinas de venda do SNS

Resultado de inspeção pela IGAS

22 maio 2019
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Uma ação inspetiva da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) às máquinas de venda automática do Serviço Nacional de Saúde detetou pouca diversidade na oferta alimentar e ausência de fruta fresca.
 
Solicitada pela Ordem dos Nutricionistas em outubro de 2017 com o objetivo de verificar o cumprimento do despacho que limita produtos prejudiciais à saúde destes equipamentos no SNS, a ação decorreu em 2018 em 10 estabelecimentos hospitalares do país onde foram verificadas duas centenas de máquinas.
 
Em declarações à agência Lusa, a bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Alexandra Bento, disse que os resultados revelam “uma avaliação satisfatória da conformidade do conteúdo das máquinas”, mas que “a maioria dos equipamentos acaba por não incluir uma grande parte de alimentos que são recomendados” no despacho.
 
O despacho, que entrou em vigor em setembro de 2016, fixava março de 2017 como o prazo limite para que bebidas alcoólicas, refrigerantes, doces, salgados, refeições rápidas e/ou com molhos fossem retiradas destes equipamentos.
 
O despacho determina ainda como obrigatório que as máquinas disponibilizem água e um conjunto de alimentos, entre os quais fruta.
 
A ação verificou que a legislação foi cumprida, tendo havido uma alteração na oferta alimentar, mas “peca por defeito”, disse Alexandra Bento.
 
Segundo a inspeção, a oferta é reduzida e pouco diversificada, verificando-se que nenhuma das máquinas dos estabelecimentos hospitalares inspecionados disponibiliza fruta fresca.
 
“(…) há que avançar no sentido de que amanhã as máquinas de venda automática não tenham só aquilo que é permitido na justa medida, mas que disponibilizem um conjunto de alimentos considerados de presença preferencial e que está bem explicitado no despacho”, defendeu a bastonária.
 
“Se trabalharmos desde cedo em programas de educação e literacia alimentar” para que para uma criança um palito de cenoura possa ser tão apelativo quanto uma batata frita, estou certa de que, nessa altura, as instituições vão, de forma mais convicta, disponibilizar uma oferta alimentar mais saudável”, sustentou.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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