Gordura abdominal ligada a recorrência de ataques cardíacos

Estudo publicado na revista “European Journal of Preventive Cardiology”

24 janeiro 2020
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Um estudo da autoria de Hanieh Mohammadi, do Instituto Karolinska, na Suécia, revela que os sobreviventes de ataque cardíaco têm elevado risco de ter outro se tiverem muita gordura abdominal.
 
Estudos anteriores haviam já associado a gordura abdominal a um elevado risco de ataque cardíaco ou AVC, mas esta é a primeira vez que se associa a um risco de recorrência destes problemas.
 
Foram seguidos 22.000 pacientes durante cerca de 3,8 anos que haviam sofrido um ataque cardíaco, de forma a avaliar a relação entre a circunferência abdominal e o risco de voltar a sofrer um problema cardíaco. Os investigadores focaram-se em eventos causados por artérias entupidas.
 
78% dos homens e 90% das mulheres tinham obesidade abdominal (mais de 94cm nos homens e mais de 80cm nas mulheres). 
 
O aumento da obesidade abdominal estava independentemente associado a ataques cardíacos e AVC’s fatais e não fatais, sem ligação com outros fatores de risco como fumar, diabetes, hipertensão e IMC. A circunferência abdominal revela-se um marcador mais importante do que a obesidade em geral.
 
O autor do estudo sugere que haverá outros mecanismos negativos associados à obesidade abdominal que são independentes dos outros fatores de risco. 
 
Neste estudo observaram-se pacientes com elevado risco de recorrência de problemas cardíacos apesar de estarem sob terapias para controlar os outros fatores de risco, como medicação para controlar a diabetes, a hipertensão e os lípidos.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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