Genes explicam diferença de agressividade tumoral entre sexos

Estudo publicado na revista “Science Advances”

04 setembro 2019
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Um estudo do Instituto para a Investigação de Barcelona, Espanha, descobriu a possível razão pela qual os mesmos tumores afetam os homens e as mulheres de forma diferente.
 
Estudos anteriores tinham já mostrado grandes diferenças no grau de incidência e sobrevivência ao cancro entre homens e mulheres, mesmo em tumores não relacionados com os órgãos reprodutores, como alguns tipos de tumores cerebrais.
 
A equipa, liderada por Cayetano González, comparou o desenvolvimento de cancros cerebrais induzidos em moscas do vinagre e concluiu que os tumores dos machos eram mais agressivos que os das fêmeas. Foram ainda detetadas várias proteínas cuja expressão era significativamente maior nas células tumorais masculinas.
 
“Muitos dos possíveis reguladores de diferenças tumorais que dependem do sexo que encontrámos (…) são proteínas que também se encontram nos humanos”, explica González.
 
Os investigadores focaram-se na proteína Phf7 presente nos tumores masculinos, que mostram mais agressividade, mas ausente nos tumores femininos. Ao retirarem esta proteína das moscas macho, a agressividade dos tumores era bastante reduzida, atingindo níveis semelhantes aos das fêmeas.
 
“Os nossos resultados mostram que as proteínas responsáveis pelas diferenças tumorais entre machos e fêmeas podem ser manipuladas de maneira a reduzir a malignidade…”, conclui González.  
 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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