Gene responsável pela falta de eficácia de fármacos para a doença de Crohn

Estudo publicado na revista “Gastroenterology”

15 outubro 2019
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Uma coorte do Reino Unido, com a participação da Universidade de Exeter, descobriu a razão para que determinados fármacos para tratar a doença de Crohn ou colite ulcerosa não surtam efeito.
 
Os fármacos inibidores de necrose tumoral (TNF na sigla em inglês) infliximab e adalimumab são usados em pessoas com colite ulcerosa ou doença de Crohn moderadas a severas e que não obtiveram resultados com outros tratamentos.
 
Estes fármacos bloqueiam a proteína Fator de Necrose Tumoral causadora de inflamação.
 
Apesar dos bons resultados destes fármacos, alguns pacientes deixam de responder ao seu efeito. Esta perda de efeito deve-se ao desenvolvimento de uma resposta imunitária contra os fármacos por parte do organismo do paciente (imunogenicidade).
 
Uma exposição prolongada aos fármacos faz com que o sistema imunitário os veja como uma potencial ameaça, produzindo anticorpos para os combater. Para além de expulsar os fármacos rapidamente do organismo, diminuindo a eficácia, estes anticorpos causam ainda reações adversas.
 
Ao analisar dados de 1.240 pessoas com doença de Crohn que iniciaram tratamento com fármacos anti-TNF em 120 hospitais do RU, os investigadores descobriram um marcador genético, o HLA-DQA1*05, que aumenta para o dobro o risco de produção de anti-corpos contra estes fármacos.
 
Foi ainda observado que cerca de 40% da população europeia tem este gene.
 
A equipa acredita que fazer testes genéticos no futuro antes de aplicar o tratamento reduz o risco de este falhar, pois permite a escolha de um tratamento mais adequado e individualizado.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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