Faltam pelo menos 96 obstetras no Norte e Centro do país

Considerações da Ordem dos Médicos

04 julho 2019
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A Ordem dos Médicos defendeu que faltam 96 obstetras no Norte e Centro do país, noticiou a agência Lusa.
 
Miguel Guimarães adiantou que as graves carências de obstetras são sentidas também nos Centros Hospitalares de Entre Douro e Vouga (quatro), de Trás-os-Montes e Alto Douro (seis), Médio Ave (dois), São João, no Porto (seis), Póvoa de Varzim/Vila do onde (sete a 10), Tâmega e Sousa (oito a 10), Gaia/Espinho (três), Tondela Viseu (cinco), Coimbra (15), Cova da Beira (cinco), Baixo Vouga (sete), e ainda no Hospital de Guimarães, que necessita de mais cinco obstetras.
 
"Estes médicos têm feito um enorme esforço, têm feito muito mais horas extraordinárias do que aquelas que deviam fazer para manterem a capacidade de resposta. Mas é evidente que estes médicos estão cada vez com mais 'stress', precisam de ter mais apoio do Ministério da Saúde", disse, sublinhando que estes números são ainda provisórios.
 
No caso do Norte, frisou, estes profissionais foram "completamente desconsiderados" na atribuição de vagas: das 45 vagas dos dois concursos para obstetrícia e ginecologia, apenas cinco vagas foram atribuídas para o Norte do país, que serve cerca de 3,7 milhões de pessoas.
 
Miguel Guimarães explicou ainda que à falta de especialistas acresce o problema do envelhecimento da classe médica, que, a curto prazo, pode agravar a situação.
 
"Mas nós temos uma percentagem, mas muito, muito elevada de médicos com mais de 55 anos. No caso da obstetrícia e ginecologia são mais de 50% com mais de 55 anos e dois terços com mais de 50 anos, o que significa que, a curto prazo, o número de médicos de obstetrícia e ginecologia que se vai reformar vai ser muito elevado. E, portanto, (...) temos que rapidamente começar a atuar", disse.
 
Questionado pelos jornalistas, Miguel Guimarães afirmou, contudo, que tanto quanto é do conhecimento da Ordem do Médicos, a hipótese de um funcionamento rotativo das maternidades no Norte e Centro do país, à semelhança do que foi discutido em Lisboa, "não foi colocada em cima da mesa".
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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