Faltam cuidados psiquiátricos na terceira idade

Sociedade Portuguesa de Psiquiatria alerta para a falta de meios

23 agosto 2019
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A Sociedade Portuguesa de Psiquiatria avisa que Portugal não está preparado para a doença mental na terceira idade, sobretudo na questão das demências, e considera que nos 40 anos do SNS se devia tornar esta área uma real prioridade.
 
O vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental indica que os serviços de saúde portugueses “não estão preparados para o que já está a acontecer e para o que aí vem” ao nível do problema das demências.
 
Em entrevista à agência Lusa, Pedro Varandas recorda o “problema demográfico” de Portugal, com uma população envelhecida e que terá uma forte carga de doença mental.
 
O psiquiatra entende que se trata de um “problema sério”, que precisa de respostas a várias questões: “Como cuidar destas pessoas? Com que dinheiro e com que recursos? Como apoiar as famílias?".
 
O vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria indica ainda que é preciso definir como vai ser usado o Serviço Nacional de Saúde e de que forma será feita a articulação com a rede de lares existente, que tem de estar preparada para prestar cuidados de qualidade.
 
Para Pedro Varandas, trata-se de uma área que “precisa de recursos”, mas que não são pesados do ponto de vista financeiro.
 
O psiquiatra recorda que Portugal tem na área maternoinfantil e no combate à toxicodependência dois grandes “exemplos de sucesso, até mundial”, que deviam servir de impulso para tornar a área da saúde mental uma prioridade.
 
Pedro Varandas entende que já chegou o tempo de passar da teoria à prática, deixando apenas de dizer que a saúde mental deve ser uma prioridade e passando efetivamente a tornar a área uma prioridade nacional.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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