Exercício físico poderá melhorar a tolerância à glicose

Estudo publicado na “Nature Metabolism”

14 fevereiro 2019
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Um novo estudo demonstrou que o exercício físico causa alterações substanciais no tecido adiposo que são benéficas para o controlo da glicose no sangue.
 
Conduzido por investigadores do Centro da Diabetes Joslin, EUA, o estudo apurou que o tecido adiposo, mediante a prática de exercício físico, liberta fatores no fluxo sanguíneo que beneficiam a saúde.
 
As células de tecido adiposo segregam proteínas conhecidas como adipocinas, muitas das quais aumentam com a obesidade, prejudicando o metabolismo e a saúde.
 
Porém, os investigadores descobriram que o tecido adiposo liberta, em resposta ao exercício físico, uma adipocina conhecida como fator transformador de crescimento beta 2 (TGF-beta 2) que faz melhorar a tolerância à glicose. 
 
Dois anos antes, a equipa tinha descoberto que o tecido adiposo proporciona efeitos metabólicos benéficos em resposta ao exercício físico. A equipa especulou que o exercício físico operaria alterações no tecido adiposo e, em resposta, este libertaria proteínas benéficas no fluxo sanguíneo. 
 
Os investigadores conduziram uma série de ensaios clínicos moleculares e identificaram os níveis de adipocinas em homens antes e após um ciclo de exercício físico.
 
A equipa identificou a adipocina TGF-beta 2 como sendo uma das proteínas reguladas com o exercício físico, tanto em homens como em ratinhos. Estudos aprofundados confirmaram que os níveis daquela adipocina aumentavam no tecido adiposo e no fluxo sanguíneo com a prática de exercício físico. 
 
Seguidamente, a equipa tratou ratinhos com TGF-beta 2 e observaram um melhoramento no metabolismo dos roedores, nomeadamente uma melhor tolerância à glicose e níveis mais elevados de ácidos gordos.
 
Posteriormente, os investigadores alimentaram ratinhos com uma dieta rica em gordura de forma a desenvolverem diabetes. Os ratinhos diabéticos foram tratados com TGF-beta 2, o que fez reverter os efeitos metabólicos negativos da alimentação rica em gordura, tal como sucede com o exercício físico. 
 
Estes achados sugerem que a TGF-beta 2 poderá constituir um potencial tratamento do açúcar elevado no sangue e da diabetes de tipo 2.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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