Estudo associa exposição hormonal prolongada a menor declínio cognitivo

Estudo publicado na revista online “Menopause”

23 outubro 2019
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Um estudo promovido pela Sociedade Norte Americana de Menopausa vem reforçar estudos anteriores que mostram que quanto maior é a exposição das mulheres à hormona sexual, melhor o seu desempenho cognitivo em idade avançada.
 
Dois terços dos casos de Alzheimer nos EUA são compostos por mulheres e os investigadores há muito suspeitam que existem fatores relacionados com a especificidade de cada sexo, como a hormona estrogénio, que poderão contribuir para que o risco seja mais elevado nas mulheres.
 
Estudos anteriores relacionaram já o papel do estrogénio com a promoção da memória e aprendizagem.
 
Neste novo estudo foram analisadas 2.000 mulheres pós-menopáusicas durante um período de 12 anos para avaliar a relação entre o estrogénio e o declínio cognitivo.
 
Os investigadores avaliaram os dados relativos à duração da exposição da mulher à hormona durante a sua vida, tendo em conta fatores como a idade da menarca e da menopausa, número de gravidezes, duração da amamentação e tempo de uso de terapia hormonal.
 
Foi observado que as mulheres com uma exposição mais prolongada ao estrogénio tinham uma melhor condição cognitiva em idade mais avançada. O uso de terapia hormonal, particularmente se começado cedo, originou um resultado ainda melhor nos testes cognitivos.
 
Stephanie Faubion, diretora clínica da Sociedade Norte Americana de Menopausa, conclui que apesar do risco do uso de terapias hormonais e de este ter de ser avaliado individualmente em cada caso, esta pode ser uma boa forma de fornecer às mulheres efeitos benéficos a nível cognitivo.
 
Faubion diz ainda que este estudo também alerta sobre o risco para a saúde cognitiva que acarreta a descompensação hormonal que ocorre em menopausas prematuras.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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