Equitação pode melhorar capacidades cognitivas nas crianças

Estudo publicado na revista “Frontiers in Public Health”

06 março 2017
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Um estudo recente demonstrou que a prática de equitação poderá promover a capacidade de aprendizagem nas crianças.
 
O estudo conduzido por Mitsuaki Ohta, professor na Universidade de Agricultura de Tóquio, Japão, e equipa, demonstrou que os efeitos das vibrações produzidas pelos cavalos quando se pratica equitação fazem ativar o sistema nervoso simpático, conduzindo a uma melhor aprendizagem pelas crianças.
 
Os efeitos da equitação sobre a capacidade de aprendizagem nas crianças foram avaliados através de testes simples, realizados imediatamente antes e depois de (as crianças) andarem a cavalo. O ritmo cardíaco das crianças em resposta aos movimentos produzidos pelos cavalos foi igualmente monitorizado.
 
As reações comportamentais das crianças foram avaliadas através de uns testes denominados “Go-No-Go”, que avaliam a tomada de decisão apropriada perante determinada situação. A criança deve realizar uma ação (reação “Go”) ou demonstrar autocontrolo (reação “No-Go”). Para testar o desempenho mental, foi também pedido às crianças que resolvessem problemas de aritmética simples.
 
Os resultados demonstraram que andar nalguns cavalos fez melhorar nas crianças a capacidade de desempenharem tarefas comportamentais. Os resultados dos testes de aritmética não demonstraram um efeito tão acentuado na resolução daqueles problemas. Concluindo, isto significa que a prática de equitação pode melhorar as capacidades cognitivas, conduzindo a uma melhor memória, capacidade de aprendizagem e de resolução de problemas.
 
Mitsuaki Ohta considera que os resultados poderão ser devidos às vibrações produzidas pelos movimentos dos cavalos, as quais ativam partes do sistema nervoso simpático, o que conduziu a melhores resultados nos testes comportamentais. 
 
O investigador ressalva que se deve ter em conta que os resultados poderiam variar de acordo com as raças de cavalos e com cada equino em si. Mitsuaki Ohta acrescenta que considerando que frequentar aulas de equitação é dispendioso, as crianças poderão obter igualmente benefícios com a interação com outros animais.
 
“Por exemplo, a capacidade de tomar decisões ponderadas ou chegar a conclusões sensatas, as quais descrevemos neste estudo, e a capacidade de analisar e responder a influências emocionais complexas e à comunicação não-verbal que requer mais investigação para ser compreendida”, argumenta.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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