Encontrada a fonte da juventude?

Estudo publicado na revista “Nature”

01 agosto 2017
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O ritmo de envelhecimento do organismo é controlado por umas células estaminais na zona do hipotálamo no cérebro, foi descoberto recentemente.
 
O achado que resultou de um estudo da Faculdade de Medicina Albert Einstein, Nova Iorque, EUA, poderá conduzir a novas estratégias para gerir as doenças relacionadas com o envelhecimento e aumentar a esperança de vida. 
 
O hipotálamo é responsável por regular processos importantes como o crescimento, desenvolvimento, metabolismo e reprodução. Em 2013, investigadores daquela faculdade descobriram que o hipotálamo regula igualmente o envelhecimento do organismo.
 
Recentemente, os investigadores que participaram neste estudo descobriram as células do hipotálamo que são responsáveis por controlar o envelhecimento: uma minúscula população de células estaminais neurais adultas, que formam novos neurónios.
 
Dongsheng Cai, autor principal do estudo comentou que “o nosso estudo demonstra que o número de células estaminais neurais do hipotálamo diminui naturalmente durante a vida de um animal, e esta diminuição faz acelerar o envelhecimento”. 
 
“Mas nós descobrimos que os efeitos dessa perda não são irreversíveis. Ao reforçarmos essas células estaminais ou as moléculas que produzem, é possível desacelerar e mesmo reverter vários aspetos do envelhecimento no organismo”, acrescentou.
 
Com efeito, os investigadores observaram que o número de células estaminais do hipotálamo começou a diminuir em ratinhos aproximadamente aos 10 meses de idade, muitos meses antes dos sinais de envelhecimento aparecerem. Aos dois anos de idade, uma idade bastante avançada para os ratinhos, a maioria das células tinha desaparecido. 
 
Ao privarem ratinhos de meia-idade daquelas células, foi observado que os roedores envelheceram com mais rapidez e morreram prematuramente.  
 
Posteriormente, a equipa injetou células estaminais do hipotálamo nos cérebros dos ratinhos que tinham ficado privados das mesmas, bem como no cérebro de ratinhos normais. Em ambos os grupos de roedores verificou-se que a injeção de células fez reverter ou desacelerar vários aspetos do envelhecimento.
 
Os investigadores descobriram que as células estaminais do hipotálamo exercem, aparentemente, os efeitos antienvelhecimento através da libertação de moléculas conhecidas como microRNA. Estas moléculas não estão envolvidas na síntese das proteínas, mas desempenham um papel chave na regulação da expressão genética. 
 
As microRNA estão dentro de partículas minúsculas conhecidas como exossomas que são libertados no fluído cérebroespinal dos ratinhos pelas células estaminais do hipotálamo. A equipa irá agora procurar identificar populações de microRNA e outros fatores segregados por aquelas células que sejam responsáveis pelos efeitos antienvelhecimento.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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