Doentes com espondilite anquilosante perdem em média 110 dias de trabalho/ano

Conclusão do estudo arEA

21 fevereiro 2019
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Um doente com espondilite anquilosante perde em média 110 dias de trabalho por ano devido a baixas, dispensas médicas ou falta de produtividade, revela um estudo divulgado pela agência Lusa.
 
O prejuízo causado na economia por esta doença reumática crónica chega a vários milhões de euros, conclui o estudo arEA (avaliação de resultados na Espondilite Anquilosante), que visou perceber o impacto da doença na vida dos doentes e averiguar a perceção e resposta dos cuidados primários no diagnóstico e referência atempada dos doentes para a especialidade.
 
A amostra do estudo arEA, um projeto NOVA IMS e Novartis, foi constituída por doentes e especialistas de Medicina Geral e Familiar.
 
Mais de sete em cada dez doentes (71%) referem que a doença tem um impacto razoável ou forte no trabalho, sendo que 69% teve que se reformar antecipadamente ou entrar em baixa permanente, refere a investigação realizada em parceria com a Sociedade Portuguesa de Reumatologia, Liga Portuguesa contra as Doenças Reumáticas e Associação Nacional de Espondilite Anquilosante.
 
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Sociedade Portuguesa de Reumatologia, Luís Miranda, afirmou que os resultados do estudo são “muito importantes relativamente àquilo que é uma doença reumática crónica” incapacitante, que atinge 0,7% da população portuguesa.
 
“Esta é uma das doenças reumáticas crónicas e todas elas têm um impacto semelhante (como o lúpus ou artrite reumatoide) na pessoa, no trabalhador, na família”, disse o reumatologista, observando que a espondilite anquilosante acaba por interferir anualmente num terço da vida laboral do doente.
 
Isto também acontece fundamentalmente pela “falta de acessibilidade à especialidade” e não pela falta de especialistas, afirmou.
 
“Enquanto especialidade de reumatologia conseguimos transformar estes números, mas o sistema nacional de saúde não tem isso em conta e, portanto, mantemos estes números perfeitamente aterrorizadores”, sublinhou.
 
Segundo o especialista, “14 dos hospitais que estão na rede de referenciação hospitalar não têm reumatologia” e “51% dos doentes em Portugal têm mau acesso ou não têm acesso à reumatologia e muito é por não haver um planeamento estratégico das vagas”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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