Doenças sexualmente transmissíveis afetam mais de 2% da população

Dados do Inquérito Serológico Nacional

03 novembro 2017
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Cerca de 2,7% da população portuguesa com 18 ou mais anos está infetada por “chlamydia trachomatis” e 2,4% tem sífilis, doenças sexualmente transmissíveis analisadas pela primeira vez no novo Inquérito Serológico Nacional (ISN).
 
Segundo apurou a agência Lusa, os dados constam do ISN 2015-2016, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) e que, pela primeira vez, incluiu o estudo da prevalência de Infeções Sexualmente Transmissíveis (IST).
 
O inquérito contou com a participação de 4.866 pessoas e vem atualizar o último estudo, relativo a 2001-2002.
 
O ISN 2015-16 apurou uma prevalência de 2,7% para a “chlamydia trachomatis” (vulgarmente conhecida como clamídia), o que “está em consonância com as estimativas europeias de prevalência para a faixa etária avaliada neste estudo (18 a 35 anos)”, segundo os autores.
 
A seroprevalência para a bactéria “treponema pallidum”, que causa a sífilis, foi de 2,4%.
 
Em relação a esta IST, o inquérito observou “valores mais elevados nas idades mais avançadas, que poderão ser explicados pela elevada incidência da sífilis em Portugal nas décadas de 60 e 70 do século passado”.
 
Para a infeção por VIH e VHC (hepatite C) foram apuradas prevalências de 0,1% e 0,3%, respetivamente.
 
Segundo os autores, “os valores apurados corresponderão presumivelmente à prevalência de infeções não diagnosticadas na população residente em Portugal, uma vez que os critérios aplicados na seleção dos participantes do ISN excluíam os indivíduos com doença causadora de imunodeficiência e com doença hepática crónica”.
 
Ainda assim, estes valores revelam-se “consistentes com resultados de outros estudos nacionais”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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