Dieta paleolítica associada a dobro do nível de biomarcador de doença cardíaca

Estudo publicado na “European Journal of Nutrition”

13 agosto 2019
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Os seguidores da dieta paleolítica, ou dieta Paleo, apresentam o dobro do índice de um biomarcador-chave sanguíneo relacionado com as doenças cardíacas, indicou o maior estudo sobre o impacto daquela dieta sobre o microbioma intestinal.
 
A dieta paleolítica privilegia o consumo de carne, vegetais, frutos de casca rija e alguma fruta, e exclui os cereais, leguminosas, laticínios, sal, açúcar refinado e gorduras processadas.
 
O estudo que foi efetuado por uma equipa de investigadores da Universidade Edith Cowan, na Austrália, comparou 44 pessoas que seguiam a dieta Paleo com 47 que seguiam uma dieta australiana tradicional.
 
Os investigadores mediram os índices de N-óxido de trimetilamina (TMAO) no sangue dos participantes. Os níveis elevados de TMAO, que é um composto orgânico produzido nos intestinos, estão associados a um maior risco de doença cardíaca. 
 
Angela Genoni, investigadora que liderou o estudo esclareceu que “muitos aderentes da dieta Paleo defendem que a dieta é benéfica para a saúde intestinal, mas este estudo sugere que quando se trata da produção de TMAO nos intestinos, a dieta Paleo pode ter um impacto adverso em termos de saúde cardíaca”.
 
“Descobrimos ainda que as populações de espécies bacterianas benéficas eram inferiores nos grupos paleolíticos, associadas ao consumo reduzido de hidratos de carbono, que podem ter consequências para outras doenças crónicas a longo prazo”, acrescentou.
 
A investigadora indicou que a razão pela qual a TMAO era tão elevada nos seguidores da dieta Paleo parece ser a falta de cereais integrais na dieta. A equipa observou ainda concentrações mais elevadas da bactéria que produz a TMAO no grupo da dieta Paleo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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