Dieta ocidental pode aumentar risco de septicemia grave e morte

Estudo publicado na “Proceedings of the National Academy of Sciences”

18 fevereiro 2019
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O tipo de alimentação ocidental, rica em gordura e açúcar e pobre em fibras, pode fazer aumentar o risco de se desenvolver septicemia severa, atestou um novo estudo.
 
A septicemia pode provocar a falência de múltiplos órgãos. Constitui a décima-primeira causa de morte a nível mundial.
 
Conduzido por investigadores liderados por Brooke Napier da Universidade do Estado de Portland, EUA, o estudo procurou investigar o efeito da dieta ocidental sobre a severidade e resultado da septicemia. 
     
Para a sua investigação, a equipa alimentou ratinhos com uma dieta tipicamente ocidental. Como resultado, os ratinhos desenvolveram um aumento na inflamação crónica, na severidade e índices de mortalidade por septicemia em relação aos ratinhos com uma alimentação normal.
 
Segundo Brooke Napier, estes resultados sugerem que os ratinhos apresentavam septicemia mais severa e morriam mais rapidamente devido a algo na sua alimentação, e não por causa do ganho de peso ou microbioma. 
 
A investigadora aprofundou, dizendo que o sistema imunitário dos roedores parecia e funcionava de forma diferente. “Parece que a dieta está a manipular a função das células imunitárias para que se fique mais suscetível à septicemia e, quando se tem septicemia morre-se mais rapidamente”. 
 
Brooke Napier considera que estes achados poderão ajudar os hospitais a monitorizarem a alimentação dos pacientes nas unidades de cuidados intensivos pois estes são os que são mais propensos a desenvolverem septicemia. 
 
A equipa identificou ainda marcadores moleculares nos ratinhos que tinham seguido uma dieta ocidental, que podem ser usados como prognosticadores ou biomarcadores para pacientes em risco elevado de septicemia severa que poderão requerer um tratamento mais agressivo.
 
A investigação prossegue, com a equipa a procurar determinar se há gorduras específicas que possam estar a influenciar a função das células imunitárias.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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