Diabetes tipo 1: mau controlo do açúcar associado a maior risco de fraturas

Estudo publicado na revista “Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism”

25 janeiro 2019
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Um estudo recente sugere que os pacientes com diabetes de tipo 1 e um mau controlo do açúcar no sangue apresentam um risco mais elevado de fraturas por fragilidade do que os pacientes que mantêm um bom controlo. 
 
As fraturas por fragilidade são entendidas como aquelas causadas por um trauma que seria insuficiente para fraturar um osso.
 
Para o estudo, que foi conduzido por Janina Vavanikunnel do Hospital Universitário da Basileia, Suíça, e colegas, foi analisada a “associação entre o grau de controlo glicémico e o risco de fraturas sobre uma coorte grande de pacientes recém diagnosticados com diabetes de tipo 1 e de tipo 2”.
 
Os investigadores contaram com 3.329 pacientes com diabetes de tipo 1 e 44.275 pacientes com diabetes de tipo 2. A equipa analisou os níveis de hemoglobina glicada A1c nos participantes durante um período de três anos.
 
Foi apurado que ambas as doenças estão associadas a fraturas por fragilidade. Os resultados demonstraram que um controlo da glicemia deficiente, com um nível de hemoglobina glicada A1c acima dos 8%, estava associado a um aumento no risco de fraturas nos pacientes com diabetes de tipo 1, mas não nos que tinham diabetes de tipo 2, pelo menos a curto prazo.
 
Segundo o estudo, o risco de fraturas nos pacientes com diabetes de tipo 2 será provavelmente devido a fatores que estão além do controlo glicémico, como outras comorbidades relacionadas com a diabetes. 
 
“Mesmo assim, o risco de fraturas na diabetes de tipo 2 tem relevância clínica, assim como é uma preocupação de saúde importante no mundo inteiro devido à sua elevada prevalência”, comentou Sarah Charlier, coautora do estudo. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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