DGS alerta para o perigo dos cigarros eletrónicos de “vaping”

Líquidos adicionados ao cigarro com substâncias associadas a lesões pulmonares

10 dezembro 2019
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A Direção-Geral da Saúde (DGS) desaconselhou o uso de cigarros eletrónicos por conterem substâncias associadas a lesões pulmonares, depois  de os EUA terem reportado 47 casos mortais ligados à utilização destes dispositivos.
 
Numa nota de imprensa, a que a Lusa teve acesso, a DGS e o Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) desaconselham, em particular, o uso de cigarros eletrónicos que têm líquidos que contêm canabidiol e outros derivados de canábis, acetato de vitamina E e o aromatizante diacetil, substâncias que "parecem ser associadas a lesões pulmonares" em vários países como os EUA, Canadá, Filipinas, Bélgica e Suécia.
 
A nota refere, citando os dados mais recentes que nos EUA foram identificados, desde agosto, 2.290 casos de doença pulmonar grave, incluindo 47 óbitos, associados ao uso de cigarros eletrónicos ou “vaping” (vaporização de substâncias).
 
A DGS e o SICAD avisam que "não existem cigarros eletrónicos nem produtos de tabaco seguros, nomeadamente tabaco aquecido", pois "apresentam riscos para a saúde e não devem ser consumidos".
 
Os consumidores de cigarros eletrónicos "devem estar atentos e procurar um médico imediatamente" se tiverem tosse, falta de ar, dor no peito, febre, calafrios, náuseas, vómitos, dor abdominal ou diarreia, sintomas que "podem desenvolver-se ao longo de alguns dias ou várias semanas", frisa a nota.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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