Desenvolvido teste para prever rejeição de transplante de ilhotas

Estudo publicado na revista “PLOS ONE”

03 junho 2019
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Uma equipa de investigadores desenvolveu um método uniformizado para medir a resposta imunitária nos recipientes de transplante de ilhotas, ajudando a prever os resultados no paciente.
 
O transplante de ilhotas constitui um tratamento de vanguarda para a diabetes de tipo 1, com um sucesso notável em pacientes hipoglicémicos, podendo melhorar substancialmente a sua qualidade de vida.
 
A técnica, que atualmente é apenas administrada em ensaios clínicos, consiste no transplante de células beta do pâncreas de um dador para um recipiente, permitindo que o organismo produza insulina e regule a glicose no sangue.
 
O recipiente do transplante recebe medicação imunossupressora para evitar que o sistema imunitário ataque e destrua o transplante. Contudo, pode ocorrer rejeição e, atualmente, não há forma de prever a ocorrência da mesma.
 
Min Hu e equipa de investigadores do Instituto para Investigação Clínica de Westmead, na Austrália, propôs-se procurar uniformizar um método através de uma tecnologia conhecida como citometria de fluxo, que deteta e mede as características de um grupo de células, para analisar as células imunitárias presentes em amostras de sangue.
 
“A curto prazo, os recipientes dos transplantes de ilhotas reagem bem. Contudo, a longo prazo identificámos casos de aumento de rejeição”, disse a investigadora principal do estudo.
 
A especialista explicou que “baseamo-nos em estudos anteriores e desenvolvemos um método consistente de usar a citometria de fluxo para analisar a contagem de células imunitárias e subgrupos de células imunitárias presentes no sangue dos recipientes de transplantes. Isto envolveu a uniformização de vários fatores, como manuseamento das amostras e preparação dos instrumentos”.
 
Segundo ainda Min Hu, este método é de fácil utilização, requer uma amostra de apenas 1,5 mililitros de sangue do paciente e produziu resultados consistentes em inúmeras amostras. 
 
Com este método, a equipa considera que será possível prever se um paciente irá rejeitar o transplante e poderá intervir precocemente de forma a tentar evitar a rejeição.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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