Deficiência de uma proteína no espermatozoide associada a infertilidade

Estudo publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”

05 dezembro 2019
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Investigadores da Universidade de Osaka descobriram que a deficiência de uma proteína nos espermatozoides é uma das causas de infertilidade.
 
Quando se aproximam do óvulo para o fertilizar, os espermatozoides recebem um impulso, processo a que se chama capacitação e que lhes permite correr em concorrência uns com os outros. Este impulso de motilidade é ativado por um fluxo de iões de cálcio para o flagelo (cauda).
 
A equipa decidiu verificar qual o efeito da proteína VSP (voltage-sensing phosphatase) sobre este processo. Sabia-se já que está presente no esperma de muitas espécies, mas não qual o seu papel.
 
Os investigadores criaram ratos com espermatozoides deficientes em VSP e verificaram que estes tinham mais dificuldade em fertilizar óvulos porque nadam em círculos atrás da sua própria cauda e não chegavam ao óvulo.
 
Este problema de motilidade sugeria um problema na cauda. Ao analisar mais a fundo, descobriram que, ao contrário dos espermatozoides normais em que a proteína PIP2 se concentra no topo do flagelo junto à cabeça, nestes ratos a proteína era dispersa e abundante por todo o flagelo.
 
Este estudo releva que a VSP tem um papel fundamental da regulação dos iões. Nos espermatozoides deficientes em VSP, a PIP2 dispersa causa um excesso de fluxo de iões de cálcio, o que diminui a flexibilidade da cauda, afetando a motilidade.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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