Crise dos opiáceos faz mais de 8.000 mortos em dois anos no Canadá

Mortes devidas a sobredosagem

21 setembro 2018
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Mais de 8.000 pessoas morreram em dois anos no Canadá devido a sobredoses de opiáceos, utilizados em medicamentos ou sob a forma de drogas sintéticas, demonstrando que “a crise não se atenuou”, noticiou a agência Lusa.
 
“Entre janeiro a março de 2018 houve pelo menos 1.036 mortes no Canadá que têm a ver com opiáceos, dos quais 94% foram consumidos sem intenção (de forma acidental)”, informou ainda a Agência de Saúde Pública do Canadá (ASPC) em comunicado.
 
“É no ocidente do Canadá, em particular, na província de Colúmbia Britânica e em Alberta, que os efeitos se fizeram sentir mais”, lê-se ainda no comunicado.
 
No final de agosto, na província da Colúmbia Britânica foi lançado um processo contra mais de 40 empresas farmacêuticas que fabricam ou comercializam esses analgésicos, cujo uso pode criar comportamentos aditivos.
 
A crise dos opiáceos no Canadá é explicada também devido ao tráfico de fentanil, uma droga ilegal sintética importada da Ásia e que é considerada 30 a 50 vezes mais potente do que a heroína e 50 a 100 vezes mais potente do que a morfina.
 
As “overdoses” de fentanil foram detetadas em consumidores de cocaína que não sabiam que o pó branco tinha sido misturado com este opioide que é muito mais barato.
 
“No passado, as mortes por ‘overdose’ verificaram-se em especial entre as pessoas que usaram drogas por um longo período”, salientou a ASPC.
 
Confrontado com a crise, o governo canadiano pôs à disposição cerca de 84 milhões de dólares canadianos (55 milhões de euros) para financiar novos projetos de investigação sobre opiáceos com o objetivo melhorar os serviços de emergência e tentar limitar as “overdoses” mortais.
 
Diversas províncias canadianas também distribuíram doses de naloxona (igualmente chamada Narcan), um antídoto para as “overdoses”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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