Combinação de mutações genéticas ligada a cancro feminino

Estudo publicado na revista “Nature Communications”

27 agosto 2019
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O carcinoma do endométrio é o mais comum tipo de cancro ginecológico em mulheres e uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina Humana da Universidade do Estado do Michigan debruçou-se sobre as possíveis causas.
 
Através da análise a material genético com um sequenciador de última geração que rapidamente sequencia o genoma humano, a equipa foi capaz de identificar quais mutações genéticas estavam ligadas ao cancro.
 
A equipa descobriu que mutações do gene ARID1A e PIK3CA se encontravam frequentemente presentes, e em conjunto, no desenvolvimento do carcinoma do endométrio, assim como no cancro do ovário associado a endometriose.
 
O ARID1A é um supressor de tumores e, quando sofre mutação, a cromatina (material celular que mantém o ADN nas células) perde a sua estrutura e permite que o cancro se espalhe. Já a PIK3CA é um gene que instrui o corpo para produzir certas proteínas e, quando sofre mutações, leva a crescimento descontrolado das células.
 
Curiosamente, estas mutações também são encontradas em mulheres que sofrem de endometriose, mas que não desenvolvem carcinoma do endométrio.
 
Os investigadores concluem que existem mais fatores que influenciarão o aparecimento de cancro nas mulheres com estas mutações, tais como a combinação entre fatores hormonais, ambientais ou obesidade, visto que o carcinoma do endométrio é mais comum a partir da menopausa.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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