Casos de gonorreia estão a aumentar na Europa

Estudo publicado no sítio do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças

30 abril 2019
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Após terem passado por uma pequena diminuição na notificação de casos em 2016, os índices de gonorreia aumentaram 17% nos países da União Europeia (UE) e Espaço Económico Europeu (EEE) em 2017.
 
Com efeito, segundo o sítio do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, nas suas iniciais em inglês), no ano de 2017 foram confirmados mais de 89.000 diagnósticos da doença, o que equivale a mais de 240 casos por dia.
 
Este aumento segue uma tendência geral, no decorrer na última década, em que 20 dos 28 países da UE/EEE têm registado um aumento no número de notificações daquela que ocupa o segundo lugar das doenças mais transmissíveis por via sexual.
 
Na maioria dos países que registaram os índices de gonorreia, deram-se aumentos nos casos da doença. Alguns países testemunharam aumentos impressionantes, nomeadamente superiores a 40%, como a Finlândia e a Suécia.
 
Portugal e França registaram um aumento de seis vezes nos casos de gonorreia, desde 2008. Para a Irlanda e Dinamarca, o respetivo aumento foi de três vezes.
 
Os homens que têm sexo com homens totalizaram 47% dos casos de gonorreia em 2017. Nas mulheres houve também um aumento de 2016 para 2017 (de 9,5 para 11 por 100.000), o que causa preocupação pois se a infeção não for tratada pode conduzir a doença inflamatória pélvica ou causar infertilidade.
 
“O que nos diz o índice constantemente elevado de casos de gonorreia relatados na Europa é que as pessoas continuam a ter sexo com parceiros novos e casuais, sem preservativos. Isto facilita a transmissão de uma infeção que é cada vez mais resistente às opções comuns de tratamento com antibiótico”, afirmou Gianfranco Spiteri, especialista do ECDC.
 
“Temos que ficar conscientes que os números que vemos não mostram sequer a verdadeira extensão da epidemia de gonorreia na Europa. Muitas infeções não são diagnosticadas devido à falta de sintomas ou acesso limitado a diagnósticos ou simplesmente não são registados”, concluiu.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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