Capacidade de fazer flexões associada a saúde cardiovascular em homens

Estudo publicado na “JAMA Network Open”

22 fevereiro 2019
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A capacidade de fazer flexões em homens ativos, na meia-idade, poderá ser um indicador da saúde cardiovascular, atestou um estudo recente.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Harvard, EUA, o estudo apurou que os homens com capacidade de fazerem mais de 40 flexões apresentavam um risco cardiovascular significativamente inferior em comparação com os que conseguiam fazer apenas menos de 10 flexões.
 
Os investigadores contaram com a participação de 1.104 bombeiros do sexo masculino, com uma mediana de idades de 39,6 anos e uma mediana de índice de massa corporal (IMC) de 28,7. 
 
No início do estudo foi medida a capacidade de completar flexões nos participantes,  sendo divididos em 5 grupos, de acordo com o número de flexões conseguidas (menos de 10, entre 10 e 20, entre 20 e 30, entre 30 e 40 e mais de 40 flexões) Foi ainda testada a tolerância submáxima de exercício na passadeira.
 
Os participantes foram depois seguidos durante 10 anos, entre 2000 e 2010. Após a avaliação inicial, foram anualmente efetuados exames físicos e questionários sobre a saúde dos participantes.
 
Durante o período de acompanhamento, foram relatados 37 resultados relacionados com doenças cardiovasculares. Todos os episódios, com exceção de um, ocorreram em participantes que tinham completado 40 flexões ou menos no exame inicial. 
 
A equipa calculou que os homens com capacidade de efetuarem mais de 40 flexões apresentavam um risco 96% menor de sofrerem um evento cardiovascular do que os homens que conseguiam fazer somente menos de 10 flexões.
 
Foi apurado que a capacidade de completar flexões estava associada de forma mais pronunciada a uma menor incidência de eventos relacionados com doenças cardiovasculares do que a capacidade aeróbica (estimada através dos exercícios na passadeira). 
 
“Este estudo acentua a importância da forma física na saúde e a razão pela qual os médicos deveriam avaliar a forma física durante as consultas clínicas”, comentou Stefanos Kales, autor sénior do estudo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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