Cancro na próstata está a aumentar, rastreios anuais protegem doentes

Rastreios aumentam probabilidade de sobrevivência

30 agosto 2019
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O responsável clínico pelo Instituto da Próstata alerta para o aumento da frequência dos casos de cancro da próstata em Portugal e insiste na necessidade de rastreios anuais para aquela que é a segunda causa de morte oncológica.
 
“Isto acontece porque estamos a diagnosticar mais casos, mas também porque está a ocorrer um aumento da frequência da doença”, disse à agência Lusa José Santos Dias.
 
O urologista lembra que o tumor da próstata é um dos mais frequentes no homem nos países industrializados e que é a segunda causa de morte oncológica.
 
O especialista frisa que, a partir dos 45/50 anos, os homens devem fazer uma avaliação do PSA (antigénio prostático específico) e o toque retal.
 
“Nós cada vez temos tratamentos mais eficazes e menos agressivos, que permitem que o doente, apesar deste diagnóstico, possa viver muitos anos sem queixas do tumor, desde que ele seja diagnosticado precocemente, o que infelizmente continua a não acontecer em muitos casos”, recorda.
 
O médico recorda que o cancro da próstata “não dá muitas queixas” e que a maior parte delas “são provocadas pelo aumento benigno”: "Quando este cancro dá sintomas já está numa fase avançada”.
 
“As queixas urinárias como a dificuldade em urinar, o acordar mais vezes de noite para urinar, ter vontade súbita de urinar, ter sangue na urina ou demorar muito tempo a urinar, tudo deve ser avaliado. Mas não quer dizer que essas queixas sejam por causa de cancro na próstata”, afirmou.
 
O cancro na próstata é responsável por cerca de 5.000 a 6.000 novos casos por ano em Portugal, causando cerca de 1.800 mortes/ano.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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