Cancro do fígado: tratar hepatite C é seguro

Estudo publicado na revista “Gastroenterology”

24 janeiro 2019
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Um novo estudo sugere que o tratamento da hepatite C com fármacos antivirais poderá não conduzir a uma maior taxa de recidiva de cancro do fígado.
 
O estudo conduzido por investigadores do Centro Médico Southwestern da Universidade do Texas, EUA, foi motivado por um outro estudo de 2016, cujos resultados causaram preocupação relativamente ao tratamento da hepatite C em pacientes com cancro do fígado.
 
Quando o cancro do fígado é diagnosticado num estádio inicial, pode ser tratado eficazmente com uma intervenção cirúrgica, ablação ou radiação. Por vezes o tumor é removido com sucesso, mas o paciente continua com hepatite C, com a função hepática a ser prejudicada. 
 
Este estudo contou com a participação de 793 sobreviventes de cancro do fígado que tinham sido tratados com sucesso em 31 centros clínicos nos EUA e Canadá. 
 
Os investigadores, liderados por Amit Singal, fizeram uma análise comparativa entre os pacientes que tinham recebido fármacos antivirais de ação direta (AAD) para a hepatite C e os que não tinham recebido o tratamento.
 
Como resultado, os investigadores verificaram que 42% dos sobreviventes de cancro do fígado que tinham recebido o tratamento experienciaram uma recidiva do seu cancro, em comparação com 59% dos pacientes que não tinham sido tratados com os fármacos antivirais. 
 
O estudo não apurou diferenças na agressividade do cancro nos pacientes que tinham tido uma recidiva.
 
“Os nossos resultados sugerem que o uso dos tratamentos AAD é seguro e potencialmente benéfico para os pacientes infetados com hepatite C com um historial de cancro do fígado”, concluiu Amit Singal. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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