Autismo: teste genético ajuda a identificar se irmãos terão o problema

Estudo publicado na revista “Nature Communications”

09 dezembro 2019
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Um estudo da Universidade de Alberta e do “Hospital for Sick Children”, Toronto, revela que um teste de ADN aos irmãos de crianças diagnosticadas com autismo pode ser preditivo de um futuro diagnóstico, mesmo que ainda não existam sintomas.
 
Uma das prioridades no tratamento de crianças com autismo é a intervenção precoce. Estudos mostram que crianças com 7 meses de idade já beneficiam com as terapias. Contudo, a maioria das crianças só é diagnosticada a partir dos 4 anos de idade.
 
O distúrbio do espetro autista refere-se a um grupo de problemas de desenvolvimento neurológico que levam a dificuldades de comunicação, interação social e comportamento. 
 
Investigações recentes revelam que as famílias com uma criança autista têm 6,9-19,5% de probabilidade de terem outra criança autista e 30-40% de terem uma criança com desenvolvimento anormal.
 
Neste sentido, os investigadores procuraram alterações genéticas ligadas ao autismo, chamadas variações do número de cópias, em mais de 288 irmãos de crianças autistas de 253 famílias.
 
Aos 3 anos, 157 desses irmãos foram também diagnosticados com autismo ou desenvolvimento anormal. As análises ao ADN revelaram variações do número de cópias relevantes no autismo em 11 dessas crianças (7%).
 
A equipa de investigadores acredita que esta poderá ser uma peça-chave no diagnóstico precoce e ajudará a que as crianças tenham acesso às terapias mais cedo, melhorando a sua condição.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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