Aumentou o consumo de álcool e canábis nos mais velhos

Resultados do relatório anual do SICAD

05 fevereiro 2019
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O diretor-geral do SICAD destaca como “evoluções negativas” em 2017 a mortalidade em acidente de viação sob a influência do álcool e o aumento dos consumos de risco e dependência de álcool e canábis em mulheres e homens mais velhos, noticiou a agência Lusa.
 
Porém, existem “outros indicadores cuja evolução nos dois últimos anos exige a nossa atenção, como o aumento das proporções de novas infeções por VHC [vírus da hepatite C] entre os utentes que iniciaram tratamento no ano por problemas relacionados com o uso de álcool”, afirma João Goulão no preâmbulo do relatório sobre “A Situação do País em Matéria de Drogas e Toxicodependência 2017”.
 
Na área das drogas, João Goulão cita os resultados do Inquérito Nacional ao Consumo de Substâncias Psicoativas na População Geral 2016/17, que evidenciaram “o não cumprimento das metas relacionadas com os consumos na população geral de 15-74 anos.
 
O responsável explicou que tal se deve ao agravamento do consumo de canábis ao nível das prevalências de consumo recente, das frequências mais intensivas e da dependência.
 
Observa ainda “a particularidade dos agravamentos” deste consumo nas mulheres e nas faixas etárias dos 25-34 anos e 35-44 anos.
 
Segundo o documento, cerca de 0,7% da população de 15-74 anos tinha um consumo considerado de risco elevado (0,4%) ou de risco moderado (0,3%), quase duplicando o valor correspondente (1,2%) na população de 15-34 anos (0,6% com consumo de risco elevado e 0,6% de risco moderado).
 
João Goulão destaca como positivo a descida dos indicadores relacionados com as infeções por VIH e sida associadas à toxicodependência e mortalidade.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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