Aumentaram consultas para deixar de fumar

Em 8 anos os pedidos de apoio aumentaram em mais de 100%

05 setembro 2019
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As consultas e as primeiras consultas de apoio intensivo à cessação tabágica mais do que duplicaram entre 2010 e 2018, anos em que se realizaram 44.099 e 12.961 respetivamente, segundo dados oficiais divulgados.
 
Em 2010 realizaram-se no Serviço Nacional de Saúde (SNS) 19.620 consultas, número que subiu para 44.099 em 2018, o que representou um aumento de 124,77%, segundo o Relatório Anual de Acesso a Cuidados de Saúde nos Estabelecimentos do SNS e Entidades Convencionadas.
 
A mesma tendência foi verificada nas primeiras consultas de apoio intensivo à cessação tabágica, que subiram de 4.917 em 2010 para 12.961 em 2018, um aumento de 163,5%.
 
Observou-se também um aumento de 12,7% nas primeiras consultas no ano passado (12.961) comparativamente com 2017 (11.493), adianta o relatório divulgado hoje pelas autoridades de saúde.
 
Os locais de consulta a nível dos ACES e das unidades hospitalares do SNS também aumentaram, passando de 218 em 2017 para 221 no ano passado (mais 1,4%).
 
O relatório salienta ainda que, no âmbito da comparticipação a 37% pelo SNS para o medicamento de primeira linha para o tratamento antitabágico (vareniclina), assistiu-se, em 2018, a um aumento de 17% das embalagens dispensadas, no mercado comparticipado do SNS em farmácia comunitária.
 
Em 2012, foi criado o Programa Nacional para a Prevenção e Controlo do Tabagismo para prevenir e controlar aquele que, já na altura, foi considerado um problema de saúde prioritário: o tabagismo.
 
Em 2017 (último ano com dados disponíveis), segundo estimativas elaboradas pelo Institute of Health Metrics and Evaluation, morreram em Portugal cerca de 13 mil pessoas por doenças atribuíveis ao tabaco, ou seja, uma morte a cada 40 minutos.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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