Aspirina adversa em sobreviventes do cancro da mama

Estudo publicado na revista “Cancer”

30 agosto 2019
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Estudos recentes mostram que mulheres que tomam aspirina e que são, mais tarde, diagnosticadas com cancro vivem mais tempo. Contudo, algumas mulheres sofrem o oposto, vendo o seu risco de mortalidade aumentado.
 
Investigadores na Universidade da Carolina do Norte descobriram que o mecanismo por trás deste efeito contrário está ligado a uma metilação no ADN dos genes nos tumores da mama ou no sangue periférico.
 
A metilação é uma alteração química e funciona como interruptor de ligar e desligar atividades genéticas ao longo da molécula de ADN. Alterações químicas em áreas onde o ADN é responsável pela morte, dano e reparação celular são conhecidas contribuidoras para o desenvolvimento do cancro com o tempo. 
 
Para perceber os efeitos opostos da aspirina, a equipa de investigadores analisou dados de 1.266 mulheres com cancro da mama que foram seguidas para depois analisar a mortalidade subsequente.
 
A mortalidade por todas as causas depois do cancro era 67% maior entre as mulheres que tomavam aspirina pelo menos 1 vez por semana durante 6 semanas antes do diagnóstico e tinham um promotor de tumor metilado do gene 1 do cancro da mama.
 
A mortalidade relacionada com o cancro da mama decresceu entre 22-40% em utilizadoras de aspirina que tinham um promotor de tumor não metilado do gene 1 do cancro da mama e genes recetores de progesterona.
 
Estes resultados sugerem que existem diferenças reais no risco de mortalidade por cancro da mama, dependendo das diferentes metilações no ADN do tecido tumoral.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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