As cortinas dos hospitais são ninhos de bactérias

Estudo conduzido pela Universidade de Michigan

16 abril 2019
  |  Partilhar:
As cortinas que separam as camas dos doentes em muitos hospitais devem proteger a privacidade, mas podem também ameaçar a saúde, porque normalmente são portadoras de bactérias resistentes capazes de contaminar os pacientes, revela um estudo divulgado pela agência Lusa.
 
Para o estudo que foi conduzido por investigadores da Universidade de Michigan, EUA, foram retiradas amostras deste género das cortinas, que foram analisadas relativamente à presença de bactérias multirresistentes.
 
O trabalho centrou-se em seis centros de enfermagem de Michigan.
 
No total, os investigadores recolheram 1.500 amostras de cortinas em 625 quartos durante o primeiro período de internamento dos pacientes e ao fim de seis meses, no caso de internamentos prolongados. As amostras foram retiradas da borda das cortinas, frequentemente a zona mais afetada.
 
As análises realizadas revelaram que 22% das amostras foram positivas a bactérias multirresistentes. Frequentemente, os pacientes são portadores da mesma bactéria detetada na cortina.
 
“Estes agentes patogénicos podem sobreviver nas cortinas e, potencialmente, transferir-se para outras superfícies e para os pacientes. Na medida em que estas cortinas são usadas por todos, é um problema mundial”, afirmou a coautora do estudo Lona Mody, citada pela agência France Presse.
 
Os resultados do estudo, que deve ser publicado em breve numa revista médica, foram apresentados no âmbito do Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infeciosas, que se realizou em Amesterdão.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Comentários 0 Comentário