Alimentos processados continuam com muito sal e gordura

Estudo promovido pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge

18 março 2019
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Um estudo que analisou alimentos processados revelou uma redução dos ácidos gordos “trans”, mas os teores de sal e de gordura saturada ainda são preocupantes, constituindo um desafio para assegurar a oferta de uma alimentação adequada.
 
A conclusão faz parte de um estudo promovido pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) que analisou a qualidade nutricional e segurança dos alimentos processados, com vista à identificação de áreas prioritárias de intervenção, bem como contribuir para a formulação de políticas alimentares e de nutrição para melhorar o estado de saúde e nutricional da população.
 
Em declarações à agência Lusa, Tânia Albuquerque, nutricionista no Departamento de Alimentação e Nutrição do INSA, adiantou que foram analisados mais de 300 alimentos, entre os quais produtos de pastelaria e de panificação, refeições prontas a comer, batatas fritas (pré-fritas e de pacote), produtos de “fast food”, cereais e “snacks”.
 
Os produtos foram analisados à luz das orientações a nível nacional e internacional relativas ao que é considerado aceitável ou não nos teores para estes alimentos.
 
“O que vimos relativamente aos dados que estavam disponíveis de anos anteriores, e ao ponto de situação agora, foi que efetivamente tinha havido uma redução do teor de ácidos gordos “trans'” para os alimentos que selecionámos e analisámos”, disse Tânia Gonçalves Albuquerque.
 
No entanto, relativamente aos teores de sal, estes produtos que “estão disponíveis aos consumidores de forma facilitada” continuam “a ter quantidades que merecem realmente atenção”, salientou.
 
“O que propomos é que sejam feitos esforços conjuntos no sentido de reformular estes alimentos e tentar que eles tenham um perfil nutricional mais adequado e que sejam assim também mais seguros”, disse.
 
A investigação também verificou que dentro do mesmo grupo de alimentos existem variações muito grandes, dando como exemplo o grupo das bolachas Maria e o das bolachas de água e sal.
 
“O que verificámos foi que, para o mesmo tipo de produto, temos oscilações do teor de gordura que chegam ao dobro. Estamos a falar de um produto com nove gramas por 100 e de outro com 19 gramas por 100 gramas”, o que permite dizer que “é possível termos produtos similares no mercado aceites pelo consumidor e que, do ponto de vista nutricional, têm uma qualidade mais aceitável e são mais saudáveis”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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