A terapia celular poderia substituir os transplantes renais?

Estudo publicado na revista “Tissue Engineering Part A”

19 março 2019
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Uma equipa de investigadores encontra-se a trabalhar numa abordagem muito promissora para tratar as doenças renais crónicas.
 
O novo tratamento, que está a ser desenvolvido pelos investigadores do Instituto para a Medicina Regenerativa Wake Forest, EUA, consiste na regeneração de tecidos danificados através de células terapêuticas, nomeadamente células estaminais derivadas de fluído amniótico humano.
 
Descobertas em 2007 pela mesma equipa, as células estaminais derivadas de fluído amniótico humano podem ser usadas como uma fonte celular universal pois têm a capacidade de se diferenciarem de outros tipos de células e de serem anti-inflamatórias, o que as torna ideais como potencial fonte de regeneração.
 
A equipa explicou ainda que, ao contrário das células estaminais pluripotentes e das células estaminais de humanos adultos, as células estaminais derivadas de fluído amniótico humano normalmente não provocam uma resposta do sistema imunitário, o seu uso não conduz ao risco de tumores e não causa preocupações éticas (ao contrário das células estaminais embrionárias). 
 
Para o presente estudo, os investigadores injetaram células estaminas de fluído amniótico num rim doente num modelo pré-clínico. 
 
Após 10 semanas foi observada uma melhoria na função renal, que foi medida através dos níveis de resíduos. Os resultados de biópsias demonstraram uma menor danificação na rede de capilares onde são filtrados os resíduos presentes no sangue.
 
“Os nossos estudos demonstram que o tratamento com células estaminais de fluído amniótico exerceram efeitos positivos sobre a melhoria funcional e recuperação estrutural do rim”, explicou Anthony Atala, coautor do estudo.
 
“Os nossos resultados indicam que este tipo de célula estaminal pode ser empregue como fonte universal de células, pronta para uso, e pode proporcionar uma estratégia terapêutica para os pacientes que sofrem desta doença crónica e debilitante”, acrescentou James Yoo, autor sénior do estudo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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